Florroseiras: duas irmãs, o forró e uma história construída entre Ceará e Rio

Quando sobem ao palco, Fabiana Garcia e Fabíola Garcia não levam apenas um repertório de forró. Levam também uma história que começou em Guaiúba, na Região Metropolitana de Fortaleza, e ganhou novos capítulos em Rio das Ostras. As duas irmãs cearenses formam as Florroseiras, projeto musical que tem como base o forró tradicional, o forró romântico e os clássicos da música nordestina. É nessa mistura de memória, música e novas experiências que a dupla vem construindo seu caminho no estado do Rio de Janeiro.

A mudança para Rio das Ostras marcou uma nova fase para as irmãs. Foi na cidade que encontraram espaço para desenvolver o trabalho artístico e ampliar a participação em eventos pela região. Desde então, as Florroseiras já passaram por Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Tanguá, Aldeia Velha, Sana, Rio Claro, Cabo Frio, Búzios e Conceição de Macabu. A dupla também participou de eventos como o Sesc Verão, festivais nordestinos e de forró e teve a oportunidade de abrir um show de Alceu Valença.

O trabalho das irmãs também ganhou outros formatos com o espetáculo Flor e Ser, apresentado no Teatro Joel Barcellos, em Rio das Ostras. A montagem utiliza música e elementos cênicos para abordar a história, a força e a representatividade feminina. Para Fabiana e Fabíola, o projeto amplia as possibilidades de usar a arte para falar sobre suas referências e experiências, sem deixar de lado a música que está na origem das Florroseiras.

Agora, a dupla prepara uma nova sequência de apresentações. Em agosto, as Florroseiras passam por três eventos. No dia 14, às 23h, estarão no Festival Nordestino de Macaé, no Lagomar. No dia 15, às 22h, participam do Arraiá do Jamil, no Sítio do Jamil, em Cantagalo. A agenda termina no dia 21, às 22h, no Festival Nordestino de Rio Bonito, no Estação dos Sabores. Para Fabiana, a trajetória representa a união entre a terra onde nasceu e a cidade que escolheu para viver. “Somos nordestinas de nascimento e rio-ostrenses de coração. Rio das Ostras foi a cidade que nos abraçou e onde nossa música encontrou espaço para florescer.”

Fabíola também vê nos shows uma maneira de manter essa ligação com as origens. “Cada apresentação é uma oportunidade de mostrar nossa cultura, nossa música e a força das mulheres nordestinas por meio do forró”, afirma. Entre o Ceará e o Rio de Janeiro, as Florroseiras seguem construindo uma trajetória baseada na música que aprenderam a reconhecer como parte da própria história.

MAIS NOVIDADES