Levantamento do Meu Consig mostra queda de 43% na parcela média e crescimento dos contratos de longo prazo em 2026
A parcela média dos novos contratos do Crédito do Trabalhador caiu de R$ 374,52 em janeiro para R$ 212,34 em outubro de 2026. A redução de aproximadamente 43% ocorreu ao mesmo tempo em que o prazo médio das operações aumentou de 13,3 para 38,9 meses. Os números integram um levantamento do Meu Consig, correspondente bancário que analisou 80.072 contratos pagos ao longo dos dez primeiros meses do ano.
A mudança chama a atenção para um aspecto importante na contratação de crédito: uma prestação mensal menor pode facilitar o planejamento financeiro, mas não representa, por si só, uma operação mais econômica. Quando o pagamento é distribuído por um período maior, o consumidor pode acabar desembolsando um valor total superior.
Em outubro, 58,9% dos novos contratos analisados tinham prazo superior a 36 meses. Em janeiro, por outro lado, 74,7% das operações eram de até 12 meses. Segundo a base da empresa, contratos curtos praticamente desapareceram a partir de maio.
O que observar antes de contratar
A comparação entre propostas deve considerar mais do que o valor que será descontado mensalmente. O trabalhador precisa verificar a quantidade de parcelas, a taxa de juros, os encargos e o Custo Efetivo Total (CET), indicador que reúne os custos da operação.
Também é importante observar quanto será recebido e quanto deverá ser pago até o encerramento do contrato. Duas propostas com prestações semelhantes podem apresentar custos finais diferentes, dependendo do prazo e das condições oferecidas.
O Ministério do Trabalho e Emprego orienta que o trabalhador avalie as ofertas recebidas antes de decidir pela contratação. A análise e a liberação do crédito são feitas pelas instituições financeiras, que consideram os critérios próprios de concessão.
Maioria das operações fica abaixo de R$ 3 mil
O levantamento do Meu Consig também aponta que a modalidade aparece principalmente em operações de menor valor. Contratos de até R$ 3 mil representam 71,7% da amostra, enquanto o valor médio foi de R$ 2.506. Apenas 1,2% das operações ultrapassaram R$ 10 mil.
A faixa etária de 25 a 44 anos concentra 66,5% dos clientes analisados. Desse total, 34,1% têm entre 25 e 34 anos e 32,4% estão entre 35 e 44 anos. Na divisão por sexo, 57,4% dos contratos estão associados a homens e 42,6% a mulheres.
A base utilizada reúne 80.072 contratos pagos por 74.259 clientes entre 1º de janeiro e 29 de outubro de 2026. As informações são agregadas e anônimas e foram extraídas em 30 de outubro. Portanto, os resultados descrevem exclusivamente as operações registradas pelo correspondente bancário.
Modalidade tem alcance em todo o país
Os contratos analisados foram registrados nos 27 estados e em aproximadamente 4 mil municípios. O Sudeste responde por 45,1% das operações, seguido pelo Sul (24,4%), Nordeste (14,6%), Centro-Oeste (10,3%) e Norte (5,5%).
Com sede em Terra de Areia, no Rio Grande do Sul, o Meu Consig atua nacionalmente como correspondente bancário. A empresa intermedeia o acesso a produtos financeiros, enquanto as instituições financeiras parceiras realizam a análise, a aprovação e a concessão dos valores.
Antes de assumir um compromisso financeiro, o trabalhador deve avaliar se a prestação cabe no orçamento durante todo o período contratado e comparar as condições disponíveis. Para entender o funcionamento da modalidade e consultar possibilidades de contratação, está disponível o guia e simulação do Crédito do Trabalhador.






