A queda de cabelo ainda é um dos principais motivos de busca por tratamentos estéticos. Mas será que o transplante é sempre necessário?
Conversamos com a cirurgiã plástica Dra. Aneliza Vittorazzi, que atua com medicina regenerativa, para entender como essa área vem mudando o tratamento da calvície.
O transplante capilar ainda é a principal solução?
“Nem sempre. Existem muitos pacientes que ainda têm atividade nos folículos. Nesses casos, o foco deve ser melhorar o ambiente do couro cabeludo antes de pensar em reposição”.
O que significa “melhorar o ambiente”?
“Significa tratar fatores como inflamação, circulação e qualidade do tecido. Se o terreno não estiver saudável, qualquer tratamento terá resultado limitado”.
E onde entra a medicina regenerativa?
“Utilizamos células obtidas da gordura do próprio paciente, ricas em Células-Tronco Mesenquimais, para melhorar esse ambiente. Isso pode ajudar a fortalecer os fios existentes e retardar a progressão da queda”.
Para quem esse tipo de tratamento é indicado?
“Principalmente para quem está no início da queda ou com afinamento dos fios. Também pode ser associado a outros tratamentos”.
Isso substitui o transplante?
“Não substitui, mas pode evitar ou adiar em muitos casos”.
De acordo com a Dra. Aneliza Vittorazzi, médica formada pela USP Ribeirão Preto e referência na área, os efeitos podem ser notados em poucos meses.
“Após a primeira sessão, entre três e seis meses já é possível observar melhora na densidade e vitalidade dos cabelos. Para manter os resultados, recomenda-se reaplicação anual”, afirma.
Um dos diferenciais do tratamento está na praticidade e segurança em comparação a métodos tradicionais, como o transplante capilar.
“Não é necessário raspar a cabeça nem interromper as atividades diárias. Além disso, evitamos complicações como necrose ou formação de quelóides, que podem ocorrer em cirurgias”, detalha a especialista.

Outro ponto destacado é a naturalidade dos resultados. Segundo a médica, o procedimento proporciona sensação de rejuvenescimento capilar equivalente a um retorno de cinco a dez anos.
“É uma opção indicada para quem busca resultados discretos e seguros, sem os traumas de uma cirurgia”, reforça.
A Dra. Aneliza ressalta que os avanços da medicina regenerativa, especialmente no uso das células-tronco, representam uma nova fronteira para a dermatologia e estética, abrindo caminho para tratamentos menos invasivos e mais eficazes.






