O mercado brasileiro de refrigerantes vive uma transformação clara: enquanto as versões tradicionais (com açúcar) estagnam ou caem, as opções zero açúcar explodem em vendas. A grande responsável é a Geração Z, que redefine o consumo priorizando saúde, bem-estar e sabor sem culpa.
Principais Dados de Crescimento (Brasil)
- Coca-Cola Zero Açúcar (2023): 515,9 milhões de litros vendidos → +28,9% em relação a 2022.
- 2025 (jan-set): Tanto Coca-Cola quanto Pepsi venderam mais unidades zero açúcar que no mesmo período de 2024, enquanto as versões com açúcar caíram.
- Grupo Pão de Açúcar (GPA):
- Bebidas sem açúcar: +50% (jan-ago/2025)
- Refrigerantes zero: +39,4%
- Participação das versões zero no total de refrigerantes: 40% (era 32% no ano anterior)
Por Que a Geração Z Escolheu o “Zero”?
Nascidos entre o final dos anos 1990 e início dos 2010, os jovens da Gen Z cresceram imersos em conteúdo sobre saúde, obesidade, diabetes e bem-estar nas redes sociais.
Diferenças de comportamento:
- Refrigerante deixou de ser “prazer culpado” e virou sinônimo de equilíbrio.
- Preferem o rótulo “Zero” ao “Diet” (soa mais moderno e menos associado a regime).
- Experimentam novas bebidas com muito mais frequência que gerações anteriores.
- Exigem sabor próximo ao original — as marcas investiram pesado nisso (ex: reformulação da Coca-Cola Zero).
Resultado: a Gen Z não parou de beber refrigerante, apenas mudou o jeito de beber.
Estratégia das Grandes Marcas
Coca-Cola e Pepsi transformaram as linhas zero no principal motor de crescimento:
- No 3º trimestre de 2025, a Coca-Cola Zero foi o produto que mais cresceu em todo o portfólio global da empresa.
- No Brasil, a marca reconhece o “crescimento absurdo” da Zero e seu espaço cada vez maior no coração dos consumidores (ainda é a número 2, atrás da tradicional).
Limites e Debates
- Mesmo com zero açúcar, são ultraprocessados e utilizam adoçantes artificiais.
- A Gen Z sabe disso, mas considera a opção zero a melhor relação prazer × saúde disponível atualmente.
Perspectivas Futuras
- Mercado global de bebidas zero açúcar: de US$ 65 bilhões (2024) para US$ 155 bilhões até 2032.
- No Brasil a tendência é idêntica: quem ignorar a “geração saudável” ficará para trás.
O refrigerante zero açúcar deixou de ser alternativa e está se tornando a nova regra do mercado. A Geração Z não está apenas consumindo — está ditando as novas regras do jogo das bebidas.






